A leishmaniose visceral é considerada uma doença fatal tanto para cães (principal hospedeiro) quanto para seres humanos, causada pela picada do mosquito-palha, em 90% dos casos se não tratados, podem levar a morte.
O que mais preocupa os médicos e veterinários é que essa endemia está se espalhando pelo Brasil. Até 1998 os casos registrados dessa doença eram somente no nordeste do país, mas agora já existem casos em Cotia e Embu, que são locais que já fazem parte da Grande São Paulo.

Sintomas
Os principais sintomas dessa doença são: emagrecimento, febre, feridas que não cicatrizam, aumento do fígado e baço. Essas características podem ocorrer tanto nos cães quanto em humanos, e se uma vez infectado a leishmania não tem cura, as medicações farão com que o protozoário somente hiberne.
Outro sintoma que devemos ressaltar é o crescimento anormal das unhas nos cães, pois normalmente o protozoário se instala embaixo delas.
“Qualquer alteração no sistema imunológico, como a causada por AIDS ou quimioterapia, por exemplo, pode tornar a leishmania ativa novamente”, esclarece um veterinário.
Eutanásia
Se um animal for infectado pela doença, Ministério da Saúde e Agricultura, determina que seja sacrificado. Mas isso causa bastante revolta os donos de cães e segundo os ministérios é proibido o tratamento em animais com os medicamentos para a leishmania.
Um caso que ocorreu com a advogada Nádia Gimenes chama a atenção, pois depois que seu cão foi infectado, ela e sua família não queriam que o animal fosse sacrificado, então entrou na justiça.
“Ainda não é uma vitória definitiva porque o Baby sobrevive por força de liminar, ele responde muito bem ao tratamento e leva uma vida normal. A cada três meses, é submetido a exames e também trocamos a coleirinha”, declara a advogada.
Prevenção
Uma forma de se prevenir contra a leishmaniose é colocar uma coleira que contenha o deltametrina, substância que repele o mosquito transmissor, que deve ser trocada a cada 3 meses. Essa coleira não faz mal ao ser humano e nem para o cão, pois não tem cheiro e não é tóxico.
Outro jeito de se prevenir é jogar no lixo todo o material orgânico em decomposição que esteja no quintal, como frutas e fezes de animais, esses dejetos são um prato cheio para que a fêmea do mosquito coloque os ovos.
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