Há três semanas um iceberg de 2,5 mil km² de superfície e 400 metros de altura se desprendeu de um conjunto de gelo (Glaciar Mertz) na Antártida depois de um choque contra outro fragmento conhecido como B9B. Segundo os cientistas o efeito pode alterar as correntes oceânicas em longo prazo. Como o iceberg esta se deslocando para o sul da Austrália, pode formar um bloqueio do fluxo de águas profundas, geladas e ricas em sal. E a biodiversidade excepcionalmente rica da região pode ser comprometido.
Segundo o glaciologista Benoit Legresy do Laboratório de Geofísica e Investigação Oceanográfica de Toulouse, “A língua de gelo (o Glaciar Mertz) estava quase desprendida, pendurada como um dente frouxo”, há dez anos Benoit realiza estudos em parceria com cientistas australianos.
Veja a imagem do Super Iceberg que desprendeu depois do choque contra o fragmento B9B (fragmento do lado direito) na Antártida:
O iceberg possui 78 km de comprimento e cerca de 40 km de largura, com um peso estimado maior de 1 bilhão de toneladas se despencou da geleira de Mertz ao ter impacto de outros iceberg que são mais conhecidos como B9B que se deriva desde 1987. Essa catástrofe acontece tanto nos ciclos naturais como na mudança climática que pode ser provocada principalmente pelo ser humano que prejudicam o colapso das geleiras que se localiza na Antártida.
Geralmente as marés e até mesmo as correntes oceânicas batem freqüentemente nas áreas que estão expostas da geleira, com isso os verões mais longos e até mesmo a alta temperatura podem ajudar o desprendimento dos icebergs.
Legrosy que trabalha no Laboratório de Geofísica e Pesquisa Oceanográfica na cidade de Toulouse que se localiza na França diz: “Obviamente que com o aquecimento das águas as bordas das geleiras se tornam mais frágeis”.
Não existe artigos relacionados.